Cybermonge
23.4.02
  você acaba de tomar uma
pílula vermelha de matrix

pilulavermelha 
13.2.02
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INFORMAÇÃO IMPORTANTE !

E pra chegar a um amor possível, visite a zel e o meu novo e definitivo blog : estraviz !
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4.2.02
  Pra chegar ao nirvana estruturado, viva um amor possível.

"O Xamã é um ser sem regras. Trilha o caminho do desconhecido diariamente. Observa o bem e o mal como faces de sua própria visão. O Universo é seu Pai e sua Mãe, a Terra. Encontra-se consigo mesmo em cada ato sagrado.
Todo pensamento seu é sagrado.
Toda palavra sua é sagrada.
E nunca esquece do seu verdadeiro compromisso com a natureza, seus animais e seus elementos.
Busca-se em cada trilha não marcada, em cada mudança do vento, em cada canto de pássaro, em cada som da floresta. Não foge do que lhe pertence.
Seu coração é seu caminho.
Uma vez pertencido ao caminho, o caminho sempre o terá."


tks, zel. tks, jujux.

Cybermonge acaba aqui.
Beijo grande. 
  Dic animae meae, "Salus tua ego sum." Qui dixisti, "Nolo mortem peccatoris, sed magis ut convertatur et vivat": converte me, Domine, ad te, et noli irasci contra me.  
  Recognosce me ergo indignum ad te refugientem, quamvis sim vilis et immundus: quia si vilis et immundus sum, potes me mundare: si caecus sum, potes me illuminare: si infirmus sum, potes me sanare: si mortuus et sepultus sum, potes me resuscitare ; quia maior est misericordia tua, quam iniquitas mea: maior est pietas tua, quam impietas mea: plus potes dimittere, quam ego committere: et plus parcere quam ego peccator peccare.
 
1.2.02
  hahaha ! Hoje tô bobo. Ri muito com esse quadrinho... Bom final de semana pra você. Segunda-feira o cybermonge continua com sua incessante busca pelo nirvana estruturado. E não se esqueça do caminho do e-meio, ok ?  
  by laerte  
  Você deve estar se perguntando como andam os curativos pra dor no coração. Olha, a dor passou. Ontem falei com algumas pessoas e coloquei o coração pra fora. Então ele ficou levinho agora. Falei muito com o Gabis sobre Amores Possíveis, um filme que tem muito a ver. 3 histórias. E eu me encaixo nas 3. Antes de me separar, eu era parecido com o advogado da primeira história. Depois de separado, estive me divertindo apaixonadamente com a artista-trapezista da terceira. E tenho uma filha, como a segunda história. E ... Pois é. As histórias na vida não acabam depois de duas horas, como nos filmes. Nossas histórias tem o tamanho da vida da gente. Todas as histórias.

Estive pensando... são muitos os amores possíveis. Isso daria um blog. Um post para cada amor possível. Vi que o Torero fez isso, mas está fora do ar. só achei no cache do google. Mas o Torero é demasiadamente irônico. Pensei em algo mais ... amoroso.

 
  Odeio testes. E adoro testes. Odeio quando vejo que perdi tempo e que o resultado não me agradou. Adoro quando o resultado me agradou (santa sinceridade, batman). O cybermonge dá um tempo na sua incessante busca pelo nirvana estruturado. Marcelo Estraviz é sedutor, sensível, durão e heróico. Simplesmente adorei.


 
  Disparada (Geraldo Vandré/ Théo)

Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar / Eu venho lá do sertão / Eu venho lá do sertão / Eu venho lá do sertão / E posso não lhe agradar / Aprendi a dizer não / Ver a morte sem chorar / E a morte o destino tudo / Estava fora de lugar / Eu vivo pra consertar / Na boiada já fui boi / Mas um dia me montei / Não por um motivo meu / Ou de quem comigo houvesse / Que qualquer querer tivesse / Porém por necessidade / Do dono de uma boiada / Cujo vaqueiro morreu / Boiadeiro muito tempo / Laço firme braço forte / Muito gado muita gente / Pela vida segurei / Seguia como num sonho / E boiadeiro era um rei / Mas o mundo foi rodando / Nas patas do meu cavalo / E nos sonhos que fui sonhando / As visões se clareando / Até que um dia acordei / Então não pude seguir / Valente lugar-tenente / De dona do gado e gente / Porque gado a gente marca / Tange ferra engorda e mata / Mas com gente é diferente / Se você não concordar / Não posso me desculpar / Não canto pra enganar / Vou pegar minha viola / Vou deixar você de lado / Vou cantar noutro lugar / Na boiada já fui boi / Boiadeiro já fui rei / Não por um motivo meu / Ou de quem comigo houvesse / E qualquer querer tivesse / Por qualquer coisa de seu / Por qualquer coisa de seu / Querer mais longe que eu  
  E obrigados aos emails, telefonemas e recados.
Obrigado ao gabis.
nossa conversa regada a saquê me fez muito, muito bem.

 
  > porque o que foi já não é e o que vai vir a ser tb não é ainda. Isso só tá
> te deixando angustiado e ansioso, porque as coisas que vc sabe não te servem mais pra
> "responder" atualmente, e o que vc vai saber ainda não está pronto.


tks, nomechique
31.1.02
  E o band-aid que quero é carinho fraterno, oras. Tô pedindo porque tô precisado. E isso de pedir é novo pra mim.  
  quizumba
Lamento do Pajé Urubu-Kaapor

antes
de desaparecer
no
túnel
das nuvens
chega o vento
a caixa do céu
se abre
a estrela
no olho às
vezes
é o
coração que bate
estou sozinho
no topo
dos hemisférios

Roberto Piva
 
  Por que eu preciso entender. Ei, você aí. Manda um e-mail ok ? Porque hoje eu simplesmente não tô legal. E talvez seja isso que eu precise dizer, ao invés de ficar falando aqui de outras coisas, discutindo outros assuntos, enquanto que o principal, aquilo que nos move, fica escondido. Hoje eu não tô legal porque dói. Porque estou sentindo dor. Dor de não conseguir organizar essas coisas todas. De não colocar em ordem nem os amigos que tenho. E de me sentir sozinho mesmo sabendo que estão todos ao meu lado. Me sentir solitário no meio de uma multidão de gente que quero bem. Sei lá por que a gente sofre, mas a merda é que a gente sofre. E enquanto isso, dói. E sei que passa. Mas agora, agorinha, dói. Então eu tô com dor. Me manda um band-aid, uma pomada, um xarope. Ou me dá um abraço, me manda um beijo. Porque hoje estou assim.

E isto não é uma indireta pra alguém. Zel é inclusive a que mais me cuida, e isso me dói ainda mais. Eu tô falando de dor ... uma dor de amor. Dor de tentar organizar gavetas do passado, pra viver o presente como dádiva. Na teoria sei direitinho o que tenho que fazer, mas na prática : dói. Um masoquismo besta. Mas que é assim porque assim sinto. Meu coração assim sente. E eu, respeitosamente o escuto.  
  "Outro dia (faz um puta tempo), eu escrevi, em cima de uma idéia que eu li, de que as mensagens, os conteúdos dos textos da humanidade, são sempre os mesmos, o que muda é a linguagem. É preciso haver novas versões em novas línguas e novas linguagens, pois as pessoas são outras, e a linguagem delas hoje é diferente. É uma questão de acessibilidade." Assim falou Alexei... E ele estava falando de outra coisa, mas que encaixa muito com 3 posts abaixo, do Campbell.

Então eu fico achando que está tudo já dito, só precisamos fazer com que você entenda. E assim eu vou entender. Entende ? 
  Aliás, hoje não vai dar pra postar nada mais. Estou tentando organizar as idéias. Tem muita coisa na minha cabeça. Preciso explicar que catso é isso de cybermonge, preciso dizer mais sobre eu mesmo (Marcelo Estraviz, conhece ?). Preciso entender como o monge se alia ao cyber, e como eu me alio a isso. Mas repito, deixa teus comentários no "concorda?" aí embaixo, ok ?  
  by laerte
As discussões através do caminho do e-mail vão a todo vapor, por isso o blog em si fica com uma quantidade menor do que eu gostaria de posts...
- Estou discutindo o círculo quadrado com a Fina Endor
- Cluetrain e Levy com Hernani e Adrian.
- Egoturismo com Irineu e Zel.
- Mas com a Zel discutimos tanta coisa tudoaomesmotempoagora ... 
  "(...) eu comprei uma dessas maquinas maravilhosas - um computador. É um milagre o que acontece naquela tela. Você já examinou por dentro uma dessas coisas? Não da para acreditar. É toda uma hierarquia de anjos... todos sobre as placas. E aqueles pequenos tubos - aquilo são milagres. Meu computador me proporcionou uma revelação sobre a mitologia. Você compra um determinado programa e ali está todo um conjunto de sinais que conduzem à realização do seu objetivo. Se você começa tateando com sinais que pertencem a outro sistema de programas, a coisa simplesmente não funciona. (...) É preciso entender que cada religião é uma espécie de programa com seu conjunto próprio de sinais, que funcionam. "

Zel me passou isso. Saiu do Poder do Mito, Zel ? 
29.1.02
  Então o resumão básico do dia fica assim :
O cybermonge precisa juntar a idéia de Eros com Xamanismo.
 
  O encontro com deus através do eros. Pra apimentar um pouco essa discussão que as vezes me parece demasiadamente sagrada. Quem me passou o link foi a Zel. Ainda não li o texto inteiro, que é longo. Enquanto isso vai lendo aí, que eu vou lendo aqui.

O texto cita animus e anima. E buscando isso junto com Eros, cheguei aqui.
( Sei, sei. É uma egotrip, mas estou tentando te explicar. Acompanhe)

 
  ops... esses últimos posts tem uma pitada de tipuri... preciso me controlar... se não você não acompanha, certo ? 
  "NO XAMANISMO não há qualquer distinção entre ajudar os outros e ajudar a si próprio, resultando numa grande aventura mental e emocional onde todos os presentes ficam envolvidos em transcender a noção normal e comum que têm acerca da realidade; variando de acordo com o indivíduo, assim como no mesmo indivíduo, em ocasiões diferentes"

Tirei daqui. O sáite é meio coloridex demais pro meu gosto. Mas algumas coisas que estão lá me interessam.

E aqui (achei algo ! achei algo !), tem a relação : MÚSICA ELETRÔNICA "VERSUS" XAMANISMO.

"...Por fim, o novo mundo continuará a se fazer devido ao som; a mudança está sendo processada a partir dos sons emitidos pelos seres humanos, que são verdadeiros "portais" de um mundo de lá e de cá, do consciente e do inconsciente, do manifesto e do imanifesto, do visível e do invisível." 
  E esse texto mostra muito bem a lógica da música eletrônica como processo colaborativo. E quando penso em colaboração, penso em linux, movimento opensource... tá acompanhando as sinapses ? 
  by laerte
Essa coisa cyber tem a ver com o oposto do que os luditas queriam. E ainda existem os tais neo-luditas, Unabomber, por exemplo. Confesso que até pouco tempo atrás, eu me sentia um pouco dividido entre essa nostalgia do dócil primitivismo e a euforia da tecnologia modernosa. Mas concluí que essa tensão entre o velho e o novo é o que me interessa. Nem um unicamente, nem outro. E sim a tensão e a distensão. O cyber é o novo, o monge é o velho. Assim como linkania e religare. (sim, hoje estou auto-promocional, hehe)

Falando em "auto", achei frasesinha muito boa do Quintana :
Autodidata: ignorante por conta própria.

Quáá ! Sou um inguinorante... E tem essa outra que gostei muito :

Deus é paciência, o resto é o diabo.
(João Guimarães Rosa, pela boca do jagunço Riobaldo, em Grande Sertão: Veredas)  
  A cultura hacker tem muito a ver com esse conceito (ainda nebuloso pra mim) do cybermonge. Principalmente a ética hacker. Que busca a liberdade de expressão e a socialização do conhecimento. OLhando esses dois pontos, me vem à cabeça os 3 pilares da revolução francesa : liberdade, igualdade e ... fraternidade ! fraternidade é tipicamente cybermonge, não acha ?
Outro texto, requentado, que exemplifica essa coisa hacker, que muito me interessa : a informação é pública (sei, sei, alguns já conhecem... requentei, oras !) 
28.1.02
  Sentir tudo de tôdas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
Realizar em si tôda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo.
[...]

Multipliquei-me, para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.
[...]


trechos de Passagem das Horas, de Álvaro de Campos.
O primeiro é tipuri. O segundo é cybermonge, capice
  detalhe importante : no tipuri eu ainda tentava fazer um resuminho básico dos meus dias, o que fiz, com quem estive, etc. Mas era naquela porraloquice do "tudo junto". Acabava ficando engraçado, falava essencialmente e pra quem tinha paciência, visitava os outros blogs que explicavam as coisas direitinho e a coisa estava então resolvida. Não pretendo aqui explicar ou falar sobre o que fiz no último fim de semana ou coisas assim. Sei que com isso perderei atentos e querido leitores. Mas tudo bem. Sei que esses meus assuntos atuais interessam a poucos. Tudo bem. Mas por um lado, efetivamente não consigo ser descritivo. Zel faz isso muuuito melhor que eu. Por outro lado, prefiro falar de idéias. Tudo bem ? O que você acha ? Não. Não é insegurança. É dialética ! 
  by laerte
Meu único e principal senão, nessa história das religiões é o fato de personificarem essa coisa chamada deus. Eu não gosto disso. Não acho que deus seja alguém, um senhor de barbas brancas, sabe ? Acho isso muito antropocêntrico. Mas acredito piamente numa energia. Essa energia não é nem boa nem má. Ela circula, passeia. Me identifico muito com a simbologia do ying e yang. Acho aquilo a perfeição. Forças opostas, que tem um pouco da outra nelas mesmas. Já imaginou aquela bola girando com grande intensidade ? Quer cor teria ? Pra mim, aquela bola girando rapidamente, independente da cor que teria, é o que os outros chamam de deus. Eu chamo de TUDO. 
  O Marco Dreer, do Imbloglios, é uma dessas deliciosas descobertas onde, na troca de emails, vemos coisas em comum e questionamentos similares. Ele me mandou um email muito saboroso e incluía nele um link para este texto, uma conversa entre Frei Betto e Dada Maheshananda (um monge yogue). Leia. Vale muito a pena. Me identifico muito com Frei Betto.

Marco ainda fala mais no seu email, comentando sobre essa parte cyber, citando música eletrônica, comentando que existe de fato uma coisa interessante na junção entre o arcaico e o moderno, os samplers e as melodias. E que existem detratores e entusiastas. Termina com delicioso estímulo : "Tudo isso é instigante e muito me interessa. Vida longa ao Cybermonge!!!"

Obrigado, Marco ! Estamos conectados !
 
  A IDADE DE SER FELIZ

"Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito, nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa." Mário Quintana

Esse blog tá ficando cheio de citações. Mas, putz... pra que escrever algumas coisas quando elas já foram lindamente ditas ?

 
o nirvana estruturado

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